Nós sabemos que existem diversos tipos de investimentos por aí e, para fazer a melhor escolha, precisamos conhecer cada um deles. Neste post vamos falar de dois, particularmente: o CRI e o CRA. Você já conhece esses investimentos? O que eles são? Valem a pena?

É exatamente sobre isso que vamos falar agora. Então, se você quer saber onde investir o seu dinheiro, continue lendo este texto!

O que é CRI e CRA?

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis Agrícolas) são classificados como títulos de renda fixa. São emitidos por empresas securitizadoras. Essas empresas são aquelas que emitem títulos imobiliários e agrícolas para financiar esses tipos de negócios.

Vamos a um exemplo para entender como tudo funciona na prática. Vamos supor que uma construtora financiou alguns apartamentos em um prédio e quer receber esse valor de volta nos próximos 10 anos. O que ela faz?

Essa mesma construtora vende esses recebíveis à empresa securitizadora, que paga o valor dos imóveis à vista e, que, por sua vez, emite os títulos, ou seja, o CRI. O investidor vai lá e compra esses títulos. O CRA funciona da mesma forma, mas é voltado para o setor agrícola.

Qual é a diferença entre eles e a LCI e a LCA?

É bastante comum as pessoas confundirem o CRI e o CRA com a LCI e a LCA. Afinal de contas estamos falando de investimentos no setor imobiliário e no setor agrícola em ambos os casos.

E quais são as diferenças? As LCI e as LCA são emitidas por bancos e têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, o FGC. Nos casos do CRI e do CRA, a emissão desses títulos é feita por empresas e não por bancos. Além disso, não apresentam a garantia que o FGC oferece.

E por que investir no CRI e no CRA?

Você pode estar se perguntando: já que o CRI e o CRA não têm garantia pelo FGC, por que investir neles?

O primeiro motivo é que o Imposto de Renda (IR) não incide nos rendimentos desse tipo de investimento. Assim, o seu dinheiro estará a salvo do governo.

É também uma ótima opção para quem deseja fazer um investimento de médio a longo prazo. Por exemplo, deseja fazer uma viagem, comprar um carro ou se aposentar. O rendimento ocorre de forma periódica, por exemplo, de 6 em 6 meses ou de ano em ano e outras opções.

Quais os riscos?

Como o CRI e o CRA não são cobertos pelo FGC, esses títulos oferecem um maior risco que outros, porém, consegue oferecer maiores rendimentos. O risco é que se o comprador do imóvel não pagar, você pode perder o seu dinheiro.

Outro problema que pode surgir é a necessidade urgente do dinheiro, porém, esse tipo de investimento possui baixa liquidez. Afinal de contas, estamos falando de negócios imobiliários e agrícolas e o tempo para os compradores quitarem suas dívidas é grande.

Você pode tentar vender os seus títulos no mercado secundário, porém, como o público que compra esse tipo de investimento ainda é pequeno, uma pequena dificuldade será enfrentada. Portanto, esse não é o tipo de investimento no qual você deve colocar, por exemplo, a sua reserva de emergência.

Quer saber mais sobre CRI e CRA? Então, assista ao vídeo que preparei sobre o assunto: