Nunca sabemos quando um imprevisto pode acontecer. A peça do seu carro pode quebrar ou, pior ainda, você pode ser demitido. É em situações como essas que precisamos estar preparados financeiramente para poder enfrentar os problemas da melhor maneira e, uma boa forma de fazer isso é criando uma reserva de emergência.

O que é uma reserva de emergência?

Pelo próprio nome é possível ter mente sobre o que estamos falando. A reserva de emergência é um dinheiro que devemos ter guardado para usar a qualquer momento quando um imprevisto aparecer. Por isso, é muito importante que você tenha uma. Por exemplo, caso você seja demitido pode ficar tranquilo por alguns meses até arranjar um novo emprego.

Como montar uma reserva de emergência?

Primeiro é preciso saber em qual tipo de trabalhador você se encaixa. Se você for um trabalhador formal, de carteira assinada, o ideal é que tenha uma reserva para te manter por, pelo menos, 6 meses. Mas, se você é autônomo, comece a preparar a sua reserva para mantê-lo durante 12 meses.

A reserva deve ser formada com base no valor dos seus gastos básicos, ou seja, aquilo com o qual você não pode viver sem: aluguel, alimentação, água, luz e outros serviços essenciais. Faça os cálculos de quanto você gasta por mês para mantê-los.

Feito isso, multiplique esse valor por 6 ou por 12 dependendo em que grupo você se enquadra e terá o valor total da sua reserva de emergência. Agora é só começar a reservar esse dinheiro.

Mas aí vem a questão: onde guardar esse dinheiro? Será que a poupança é o melhor lugar? Quais são as outras opções? Vamos responder a essas perguntas agora mesmo!

Qual o melhor investimento para reserva de emergência?

A primeira coisa que você precisa ter em mente é que o investimento precisa ter liquidez diária. E o que isso significa? Significa que você poderá sacar quanto quiser e quando quiser. Afinal de contas, estamos falando de acontecimentos inesperados.

Veja abaixo quais são esses tipos de investimentos:

1. Poupança

A poupança é a opção da maioria dos brasileiros, seja por segurança, seja por falta de conhecimento de outros investimentos com maior rentabilidade. Ela é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas rende menos que os outros investimentos que falaremos abaixo.

2. Fundos de renda fixa

Os fundos de investimento são ótimas opções para aqueles que não tem muito dinheiro para começar a investir já que o valor inicial de alguns fundos pode ser de R$ 50. Mas, a taxa de administração, ou seja, o valor que as empresas cobram para “tomar conta” do seu dinheiro pode ser alta, muita atenção. Outra questão é o pagamento de cotas, ou seja, o pagamento do IR a cada semestre que incide em 15%.

3. Tesouro Selic

Podemos considerá-lo o investimento mais seguro que o CDB já que é coberto pelo tesouro nacional. Porém, ele rende um pouco menos que o CDB 100% do CDI. Isso ocorre por conta de uma taxa que deve ser paga para a BM&FBovespa (Hoje B3) por todas as pessoas que investem no tesouro selic. Assim, o tesouro selic rende cerca de 98% do CDI.

4. CDB

Nesse caso, você deve ver um CDB que pague um rendimento por volta de 100% do CDI. Esse é um investimento excelente e costuma render mais que os outros citados acima. Ao contrário do Tesouro Selic, que tem uma liquidez de D + 1, o seu dinheiro aplicado no CDB pode ser resgatado a qualquer momento, desde que em dias úteis e horários comerciais.

Assim, a melhor opção é deixar uma parte do dinheiro no Tesouro Selic por ser mais seguro e uma outra parte no CDB por render um pouco mais e poder ser sacada a qualquer hora.

E você? Onde investe para formar a sua reserva de emergência? Deixe nos comentários!